sábado, 27 de abril de 2013

Monomania

Já te fiz muita canção
São quatro, ou cinco, ou seis, ou mais
Eu sei demais
que tá demais

Eu chego com um violão
Você só tá querendo paz
Você desvia pra cozinha
E eu vou cantando atrás

Hoje eu falei
pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você
Agora é


Hoje eu falei
pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você

Se juntar cada verso meu
E comparar
Vai dar pra ver
Tem mais você que nota dó
Eu vou ter que me controlar
Se um dia eu quero enriquecer
Quem vai comprar esse CD
Sobre uma pessoa só?


Hoje eu falei
pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você
Agora é

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Impressões do 1º BI.

Oi gente. Estou aqui para dar minha versão do que foi o primeiro bimestre. Vamos lá:
Cheguei muito motivada, pela possibilidade de trabalhar naquilo que finalmente havia me preparado tanto! Muitos planos, mas muitas idealizações. E isso até certo ponto foi ótimo, mas me quebrou em inúmeros aspectos.
Quando se trabalha com crianças (incluo aí até os 17 anos), você é obrigado, veja bem, o-bri-ga-do a dançar conforme a música. Nem sempre a melodia te agrada. Dito isto, continuemos.
Eu sempre fui uma pessoa de mente aberta e de espírito livre e sempre desejei criar nos meus alunos essa mesma sensação. Errado. Eu não tenho esse poder. Não temos tempo, não temos apoio, não temos instrumento para isso. Os professores, os coordenadores, enfim, todos trabalham da forma mais engessada possível. E isso não é culpa de um ou de outro, é todo um sistema que se encontra em plena decadência. Pois é, eu trabalho para um sistema deficiente de hierarquia escolar, de educação básica (entende-se aquela que o aluno que traz de casa), dos interesses financeiros e de toda uma série de fatores que se eu for listar, eu me perco até no raciocínio.
Conheci gente muito boa disposta a mudar o mundo. Mas conheci gente muito hipócrita e cheia de maldade na cabeça. Até aí, ok. Não é a primeira vez nem a última que eu verei esse tipo de coisa.
Dentro de sala de aula, eu não consigo atingir meus objetivos pessoais enquanto profissional, entendem? Aqueles planos que disse no segundo parágrafo. Reparei que a medida que o tempo passa (coloque décadas aí) as crianças estão ficando cada vez mais ingênuas e não de uma forma positiva. Estão sem conhecimento prévio de mundo, um pouco abobalhadas pelo excesso de informação que a tecnologia oferece, acostumadas com o fácil e mastigado. Salvo raríssima exceções (Graças a Deus), criamos crianças NÃO-pensantes. É assustador a maneira como elas se deixam levar pelas circunstâncias sem olhar para trás. Eu na idade delas era muito diferente. E tenho ciência que a próxima geração será de crianças inexpressivas. Isso dá muito medo por mim, que já não sei mais o meu real papel nessa sociedade de bosta, e medo por eles, que são tão bons, com uma pureza que chega a enternecer, jogados nessa selva sem nenhum tipo de preparo. Eu tento, mas nem sempre consigo.
Uma coisa boa, é que eu me humanizo cada vez mais, e isso me torna uma pessoa melhor. Estar em contato com elas me transforma a cada dia que passa, a olhar a vida com mais ternura. E isso, só quem é professor conhece e sabemos que isso não tem preço. Eu aprendo mais com elas do que eles comigo. É incrível e emocionante. Sempre fui aquela com enorme senso de justiça, doesse a quem fosse, mas lidar com os pequenos nos traz aquela necessidade de pesar prós e contras, refletir nas consequências, ou seja, eu aprendi com eles o que é a tal da EMPATIA.
Um fato ruim sobre mim, eu continuo com a arte de acumular tarefas. E o foda é, não to dando conta. Não por eles, nada disso, mas porque eu não ainda não aprendi a me organizar. E isso tem gerado uns resultados pelos quais fui chamada a atenção. Com RAZÃO. O problema é: eu odeio ser chamada a atenção. Fico nervosa, irritada e mal humorada. Com a pessoa? NÃO. Comigo. Porque eu me sinto constrangida e fico muito envergonhada perante ela. E isso me atormenta eternamente. Sério, dificilmente eu esqueço uma bronca. Aliás, nunca esqueço. E isso me leva a loucura, exaustão e esgotamento. Fico me consumindo, sofrendo, cobrando a mim mesma. E em vez de ficar calma e olhar as coisas com nitidez, eu me perco. Aí se cria aquele espírito perfeccionista em mim que não existe, mas tá ali, me assombrando. Não me ajuda em nada, só atrapalha, essa porra.
Eu preciso trabalhar meu autocontrole. Isso é algo que eu estou tentando, às duras penas, mudar. Pelo menos no trabalho. Fica aí minha resolução pro próximo bimestre.
Acho que é isso, viver é complicado demais. Mas eu to no lugar certo, estou me adaptando, e acredito que isso faz parte do processo.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

:(

Ando triste, caída, cabisbaixa, sorumbática, desmotivada,
cansada, esgotada, mau humorada, estressa.
Tantos adjetivos que eu tenho até vergonha.
Não to bem comigo mesma. Me sinto confusa, completamente perdida.
To vivendo meio que no automático e isso me deixa muito puta.
Acho que eu to muito desiludida com a minha profissão. Pelo menos para
os segmentos que dou aula.
Eu sou um um espírito livre, pessoas como eu não vivem engessadas.
To com vários problemas de ordem pessoal, familiar e isso tudo tem me deixado
muito a flor da pele.
Parei de fazer meu tratamento com anticoncepcionais porque estou com espinhas e engordei, isso ocasionou uma revolução hormonal que eu não to dando conta.
To na merda, resumindo.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Do outro lado não sei não...

"Aviso aos navegantes
tem mais alguém aí?
Só ouço o som da minha
própria voz a repetir...
...SOS Solidão...

domingo, 24 de março de 2013

''faça isso amiga...
faça por você o que mais ng pode
eu pelo menos tenho pensado assim
preciso fazer um esforço e trilhar esse momento que é só meu
eu tenho que sofrer sozinha, rir sozinha, suportar as dificuldades, curtir, com mais ninguém
pq lá na frente só eu saberei o valor que esse momento terá no meu futuro.
vou estudar um pouco.
pense nisso
e fica bem!
o momento é seu!
Beijos amoreco''

Minha amiga Camila tá com uns problemas. E tá bem desanimada e chateada (com razão). A deixei com essas singelas palavras, porque quem tá de fora geralmente enxerga com mais clareza. E eu tenho aplicado esse conselho a mim direto. 
O momento é meu. O cansaço é meu, o mau humor é meu, os erros são meus, os mal entendidos também. 
E é difícil viver isso. Muito. Pra mim então, tem sido um inferno, porque eu sempre fui uma menina mimada. Eu era uma boneca. De porcelana chinesa. 
Choro quase que diariamente por problemas variados. Meu emocional tá uma merda. To na pior crise da vida. 
Mas eu sei, que quando eu começar a colher os louros da vitória, a única responsável será eu. Merecedora mesmo, sabe?
Agora eu sei como agir em certas situações. Adquiri experiência e as próximas crises serão administradas com mais tranquilidade. Por exemplo, não creio que eu vá sofrer muito na virada dos trinta, nem dos enta. 
Hoje eu sei de tudo que eu vou abrir mão nos próximos anos. Confesso que já estou resignada. 
O momento é de cansaço, esgotamento físico e mental para todos. Inclusive eu. 
Mas eu sei que a virada virá. 
O momento é meu. E eu faço questão de mostrar que to nessa sozinha. Chega de coadjuvantes. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Back to real


Hoje foi uma dia produtivo. Acordei, fui trabalhar, voltei pra casa, almocei, resolvi umas pendências, tirei meu cochilinho e fui pro minicurso que to fazendo na UFF.
To tentando me focar, aliás, tentando focar SÓ em mim.
Algumas coisas andam mexendo comigo, de uma forma que eu não havia sentido faz tempo. E só hoje que eu me dei conta. Fiquei até surpresa.
Depois disso fiquei pensando fixamente nisso, e sei lá... Simplesmente estou com medo.
Estou me desprendendo de um laço, de forma definitiva, e eu não estava preparada pra viver esse momento. No fundo eu tenho um pouco de carinho pela situação, nada legal, mas que eu insistia em viver.
Então, eu to... medrosa.
De me lançar no mundo de novo, sabe.
Não sei se isso que estou sentindo faz algum sentido, não sei se mais lá na frente eu vou dar de cara na parede. Não sei. E não to afim de experimentar mais nada. Atualmente quero trilhar caminhos seguros...
Mas não sei como agir. Pela primeira vez, não sei como agir.
Queria respostas.
Mas não sei onde achá-las.

sábado, 2 de março de 2013

Reflexões de um sábado morto.

Eu estou parada, olhando pro nada fixamente, e sempre vem uma voz irritante e bem fininha: ''desiste Laísa''. Por alguns segundos, eu penso em seguí-la, pensando ser essa a melhor forma de resolver as coisas. Bem radicalmente. Mas não é nada disso q vcs estão pensando. Não sou esquizofrênica. Não escuto vozes reais. São vozes vindas do coração. Talvez eu possua uma esquizofrenia advinda de muitos planos não concluídos, de muitas loucas ilusões, de muita confiança depositada num poço.
Eu tenho conhecido muita gente negativa, que de forma ou de outra, querendo ou não, me acenderam o pior lado. E eu não falo de gente que conheci semana passada, ou há dois meses atrás. Pode botar anos nisso. Quem lê meu blog, pelo menos tentou ler, sabe do que eu to falando. Eu passei por maus bocados já. 
Hoje eu estava brincando com Camila e só depois fui reparar que na minha brincadeira, tinha muita verdade. Estava sendo espontaneamente sincera. Falei assim: ''Amiga, nós somos aquilo nós namoramos''. CARALHO. 
Essa doeu profundamente em mim e eu fiquei puta por ter tirado essa conclusão. Porque... eu não tava errada. E eu fiquei puta, porque eu enxerguei uma verdade. Uma verdade que me é inconveniente. Que eu não quero crer.
Ao mesmo tempo que isso me alegra, isso me dilacera por dentro, porque de qualquer forma, significa que eu tenho uma grande mudança pra fazer na minha vida. Tomar um rumo, mesmo. Seguir um caminho, ir e não olhar pra trás. Eu já venho fazendo isso há 3 meses, mas parece que hoje isso se deu com mais clareza. 
Sempre fui uma pessoa segura de mim, mas nunca fui segura em relação ao mundo. E essas pessoas que pela minha vida passaram, não me passaram segurança. Muito pelo contrário. Pelos olhos delas, eu via um mundo dissimulado, ou trágico, ou até insano. 
Não sou uma otimista. Mas isso tem se dado com tanta frequência que eu sinto necessidade de me abrir pro mundo de forma mais plena e menos impulsiva. Não que eu não tenha sido feliz. Eu fui. Mas quando a tristeza veio, chegou com força. E me desestabiliza. 
Mais do que nunca eu me vejo de hoje em diante seguindo uma estrada, completamente só. Não que eu tenha pedido por isso, não que seja por vontade minha, mas porque, todas as pessoas que conheci até hoje não me acompanharam. 
Enquanto eu sempre fiquei vislumbrando futuro e criando metas, elas foram ficando... parando... e eu, mesmo olhando pra frente, me agarrava a elas pelas pontas dos dedos... Sempre havia um elo entre nós.
E sabem o que é mais triste? Eu não vejo mais nenhuma ligação com ninguém. 
Porque hoje, durante aquela brincadeira com Camila, totalmente inocente, eu enxerguei aquilo que eu realmente mereço. E eu não mereço pessoas que me prendam em passados, em traumas, em loucuras, em negatividade. Nada disso me fez melhor. Me fez crescer, amadurecer, verdade. Mas eu não sou uma pessoa melhor. E quando eu pensava que estava sendo uma pessoa melhor, é porque eu parava no meio dessa ''estrada'' pra ficar olhando pro nada junto com essas pessoas. E eu não ía a lugar algum. 
Perceberam? Durante TODOS esses anos, não fiz nada por mim, mas sempre pelo outro. Não de uma forma generosa, mas de uma forma desesperada de obter uma parceria, que só existia, na minha cabeça.