sexta-feira, 2 de maio de 2014

Só sei.

Só sei que nada sei.
É importante que vc lembre disso todos os dias. Não temos certezas de nada nessa vida.
Eu precisei passar pelo fundo do poço para aprender que não sei nada, de fato.
Você não é o que planeja. Seus planos podem para sempre continuar sendo apenas planos.
Não sofra com isso.
"Imagine all the people living for today". Se vocês soubessem que o nosso "hoje" é
presente da vida... Seríamos seres mais satisfeitos. Essa é a questão.
O ser humano é um eterno insatisfeito. Nunca tá bom, nunca se acha completo. E quando
vai ver, jogou coisas importantes fora, pro alto, em troco de... Nada.
Eu tava fazendo exatamente isso. Eu conheço gente que faz isso e me dei conta que tava
fazendo também. Parei de me sabotar. Meu presente é um presente mesmo.
Uma das piores sensações da vida é a de acordar e mentalizar "por que estou acordada?"
E de dormir, agradecendo por ter passado por aquele dia, mas sofrendo pela ideia do
amanhã. Nunca mais.
Precisei ficar doente para exteriorizar meu pior lado. Minhas piorescaracyerísticas,
meus piores pesadelos, piores demônios. Eu não tava bem. Não fiz bem.
Psssei pela culpa, mas hoje eu enxergo que precisei passar por tudo isso para rever
as coisas, as pesssoas. Revi quem é quem, de verdade. Quem me apoiou e que, saiu
à francesa. De início, fiquei mal e pedia pela morte todos os dias. Mas depois me senti
grata. Se nada disso acontecesse, eu teria impressões equivocadas de muita gente até hoje.
Tudo é aprendizado. Tudo foi aprendizado. Tudo está sendo aprendizado.
Eu não controlo nada.
Eu vivo. Um dia de cada vez, igual ex-viciado. Porque quando se cai em depressão,
você não tem noção de vencer o dia, você anseia o amanhã e sofre pelo ontem.
Eu sofri. Sofri para caralho, meu coração conheceu a pior dor. Não digo que ele não doa ainda,
mas hoje eu consigo dizer para mim mesma: acalma esse coração, Laísa. Tenha fé em Deus.
Deus. Me reencontrei com ele, com as raízes da minha fé. Ele tem me sustentado. Estou de pé graças a ele.
Deus me perdoou por todo o tempo que dei as costas a ele. E me resgatou. Me revigorou e renovou minhas forças.
Só tenho a agradecer, de peito aberto, de coração limpo, a todos aqueles que se fizeram presentes na minha vida nesse momento. A ajuda dessas pessoas foi fundamental. Mesmo. Gratidão eterna. Devo uma a todos vocês. Os amo.
Resolvi escrever isso hoje, porque tive minha primeira noite de sono boa, em muito tempo. Sem remédio e sem chá. Deitei, dormi e descansei. Uma das pequenas vitórias que tenho conquistado.
Felicidade parece ser isso.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ame o ser humano

Prometi que meu primeiro post de 2014 seria do meu pc, da minha casa nova. Furei. Hoje eu tenho mais vontade, tenho necessidade de escrever e botar para fora o que tá me sufocando. Eu queria chorar, mas acho que uma lágrima pra descer, deve haver merecimento. Não é o caso.
Mais um fracasso. Mais um final infeliz. Mais um desengano.
Eu não sei porque atraio isso pra minha vida. Na verdade, eu acho que nasci pra ser sozinha. Não vejo solução. Eu to cansada. Cansada. Não quero mais passar por isso. Mais um plano água abaixo, mais um ano que eu achei que seria "a minha vez" e não foi. Eu preciso parar com essa mania escrota de achar que as pessoas são aquilo mesmo que aparentam, que elas não tem um lado sombrio no coração, que elas não provocam tristeza em mim, que elas nunca serão capazes de me magoar. To tão de saco cheio das mesmas coisas, mesmas situações, mesmas desculpas que não colam.
É a mesma cobardia, é o mesmo "lavar de mãos". A pessoa solta a pérola e eu que me fodo. Sempre! Mas será possível que eu nunca vou aprender? Será possível que nada dará certo pra mim? Será que a minha sina é buscar algo que não existe mais? Por que? Por que? Por que ainda insisto se eu sei que eu sempre me ferro no final?
Eu sou do tipo de pessoa julgada por qualquer coisinha. Tem gente que acha que sabe tudo sobre mim. Sabe de nada. Porque não conhece meu coração. Nele as coisas acontecem e eu que me viro para dar conta.
As más experiências me ensinaram que: As pessoas se apaixonam pela fantasia. Vivem a melhor ilusão da vida delas, porque viver uma ilusão é a coisa mais gostosa. Tudo dá certo, nada é estranho, aquela ideia fantasiosa de "para sempre" surge nessa fase. Só que como toda fantasia, um dia ela acaba. E aí, sobra o ser humano. E eis que aparece o desafio. Amar a fantasia é gostoso e todo mundo sabe de cor, porque tá travestido de flores, cartões, mensagens fofas, carinho intencionados, ações milimetricamente estudadas para dar certo. Só que quando isso cai por terra sobra o ser humano. E ele não costuma ser interessante, afinal, quem amaria uma pessoa cheia de defeitos? Gente lidando com gente, na mais pura humanidade. Aí sim, é amor. Ah, aí rola casamento. E filhos. E família. Porque é com o ser humano e no ser humano que você deposita seu coração. Não na fantasia. Dar seu coração na fase da fantasia é mole. Se apaixonar por alguém que não é você, pensa diferente de você, quer outras coisas, e mesmo assim você entrega seu coração na mais bela bandeja de prata. Então você ama o ser humano, com toda a faceta sombria que ele carrega. E isso é sublime.
O foda disso tudo, eu aprendi a amar o ser humano. Mas nenhum ser humano, até hoje, aprendeu a me amar. E é aí que eu me vejo na luta mais solitária da minha vida.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Já ouviram uma célebre frase que diz: ''Quando Pedro fala de Paulo para mim, sei mais de Pedro do que de Paulo'' ?
Pois é. Fiz o papel do Pedro e to até agora querendo morrer de raiva de mim mesma, porque eu sem querer querendo mesmo, botei lenha numa fogueira que já está alta. A das vaidades, sabe?
Fodeu.
Porra, eu detesto fofoca (acreditem, por favor). Isso já trouxe coisas horríveis pra mim, gente envolvendo meu nome em coisas terríveis, enfim...
No começo do ano mesmo, sofri muito com rádio-corredor na escola. Me falaram pra ficar longe. Eu fiquei. Mesmo assim, meu nome foi pra boca de Matilde. Foda.
SÓ QUE: Em agosto, meus problemas ~aparentemente~ acabaram. Porque a criadora deles estava fora. Ufa.
Só que as pessoas são venenosas, e vivem criando enredo. Depois disso, obviamente, não houve mais nada sério, porque além da demônia ter saído, estávamos até o pescoço de trabalho (como estou até hoje), portanto, sem tempo nem condições de ficar dando margem a qualquer fofoca ou falatório.
Até hoje. Sinto que caí numa armadilha.
Mas também não foi nada demais. Simplesmente falaram mal de uma pessoa que eu gosto muito, pessoa essa que me defendeu pra caralho, e quando eu vi que a pessoa falou mal dela para mim (!!!) fiz questão de dizer para a esposa dele, para que ele ficasse sabendo.
O foda é: essa criatura trevosa e meu amigo são declaradamente desafetos. E de acordo com meu amigo, esse cara é "desprezível''. E acreditem, ele é. O problema é que além da antipatia que um tem pelo outro, tem também as questões pedagógicas envolvidas, porque um não concorda com a maneira de trabalho do outro, aí que entra a questão da vaidade.
Eu tenho minha opinião e a escola inteira sabe, não preciso entrar em debates sobre a minha estratégia de trabalho.
Mas o trevoso não veio falar do meu amigo para mim à toa. Ele queria que de fato o recado chegasse. Eu na minha crise de justiceira, fui falar com a esposa dele e só depois eu me dei conta que caí na armadilha da rádio-corredor.

Me sinto tão mal por isso. Quero tanto que esse ano letivo acabe de uma vez e que o ano que vem eu possa recomeçar, de fato.

É complicado também, porque eu não sei como agir em situações como essa, em lugares como esse, em que a rádio-corredor opera com força. Nada do que se fala ali as pessoas entendem de uma maneira positiva. Tudo é levado na maldade. Eu as vezes peco porque converso bobagens, se a pessoa me dá abertura eu converso... e isso é um comportamento de risco lá. O silêncio é sempre melhor.

Aí se eu não falo nada, fico na minha, vou, faço o meu e vou embora: sou antipática e sonsa (como já ouvi uma vez).
Aí seu eu converso, bato um papo, converso sobre qualquer coisa: a pessoa já quer me envolver na teia da confusão.

Falar de vida pessoal eu não falo NEM FODENDO.
Falar de trabalho também não dá, porque a fogueira das vaidades tá lá alimentadíssima.

Saudades de quando era a professora metida e antipática.
Mas brincadeiras à parte, não sei o que fazer, falar.
O silêncio é sempre a melhor resposta. Mas até quando?

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Eu sentei para começar a escrever sobre meu cansaço físico e mental. Dou de cara com o Maradona, morador de rua lá do centro de Niterói, estirado na calçada envolvido em uma poça gigantesca (não é exagero) de sangue. Aquela imagem me perturbou de uma maneira, que eu desisti do meu post egoísta e desisti de postar qualquer coisa. Neste momento estou com ódio do ser humano, aquela imagem não sai mais da minha cabeça. E como acontece com qualquer tipo de morte/morto que eu vejo, eu perco instantaneamente a fome. E eu to sem comer direito desde domingo. E vou continuar.
Eu gostaria de saber que tipo de filho da puta faz isso. Só isso. E os filhos da puta que compartilham essas imagens, esses me surpreendem. São filhos da puta que eu jamais pensei que fosse.
Tá na hora de rever minhas amizades no facebook e deixar um pouco de lado os relacionamentos sociais, melhor sair excluindo e nego virar a cara pra vc na rua do que vc ter ficar vendo coisa que não te diz respeito e te desagrada. Afinal de contas, lembrando sempre... NÃO SOU OBRIGADA.
Meu nível de intolerância com as pessoas ultrapassou qualquer limite do aceitável.
Me tranquem numa jaula, porque eu acho que nesse mundo escroto, a errada deve ser eu, que não compactuo com esse tipo de comportamento nocivo.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Que fase braba essa minha. tudo acontecendo, de uma vez, só me fudendo.
Mas também tem tanta coisa boa e bonita rolando...
Dizem que as pessoas precisam se agarrar em algo para viver, tipo: alguém que te ame e você ame, seu trabalho, seu estudo, seus filhos...
Eu tenho quase tudo. Então por que estou tão cansada e desanimada com a vida?
Minha cabeça tá como se fosse uma balança. Coisas boas e ruins, pesam quase igual. 
Mas o lado ruim tem a tendência a pesar mais :(

Mesmo 400g mais magra, ainda me sinto obesa, chateada, fracassada, de mal comigo, com o espelho, com minhas roupas, minha escova de cabelo... 

... Ai, Jesus.

2014 apareça porque eu eu estou apostando em você. Sem medo. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ensaio sobre a temida falsidade

Existe aquele tipo de gente falsa que atua tão bem, que você não percebe quando ela tá sendo falsa.
Existe aquele tipo de gente falsa que é tão descarada, que não sabe fingir, que fica evidente a falsidade da pessoa.
Dito isto, continuemos:
O segundo grupo, é o que MAIS me enoja no ser humano. Sério, sempre tive tolerância zero com quem age dessa forma tão baixa.
Penso que se a pessoa quer ser falsa comigo, ok. Mas disfarçar é essencial. O que os olhos não veem o coração não sente. Mas a situação fica muito chata quando se percebe a falha de caráter dela.
Isso me levava a atitudes extremas, eu brigava, discutia, criava antipatia declarada, botava a boca no mundo.
O tempo, esse lindo, me trouxe mais serenidade. Hoje eu acho de uma infantilidade tão grande quando vejo gente reclamando via redes sociais da falsidade de alguém.
Aprendi que o mundo é falso e ponto. As coisas são assim. Tudo é uma questão social. A cordialidade é o melhor bem que uma pessoa pode ter na vida. Se fazer de maluco é preciso.
Portanto, conviver é uma arte. E confesso, nem sempre eu domino. Mas eu tento muito, com vontade. E o meu primeiro exercício de convivência foi parar de me sentir vítima da falsidade e entrar no jogo da convivência da forma mais cordial possível.
Se me estressa, fica pra mim. Reclamar no facebook não vai me ajudar.
Fora que, desde que eu comecei a dar aulas, tenho reparado muito no comportamento humano, em geral.
Se meus alunos adolescentes tomam certas atitudes, eu já não faço mais. Não sou uma adolescente, sou adulta e preciso dosar minhas reações, embora nem sempre consiga, sou ser humano.
Mas eu gosto muito de usar esse filtro. Meus alunos fazem? Falam? Não falo e não faço.
E já sinto uma melhora significativa.
Tem gente que só tem tamanho né? Algumas vezes, nem isso tem.